Tudo começou no dia 12 de março
de 2014, altura em que eu decidira alterar alguns padrões na minha vida e ao
mesmo tempo na minha cozinha e na minha relação com os alimentos.
E se por um lado estamos a cada
dia que passa mais informados sobre os principais benefícios no que toca ao
tipo de dieta que seguimos, por outro lado há que fazer um esforço maior por
interpretar os verdadeiros sinais do nosso corpo, resumindo-se tudo, no fundo,
a uma questão de consciência e boas práticas.
Quanto
às gerações mais novas, eu creio que as mesmas herdaram todo um conjunto de
ideais demasiadamente alusivas a um tipo de informação pouco criteriosa. Desde
logo foram fustigados pelo tempo extremamente curto que têm para almoçar, por
exemplo, tornando-se nas vítimas perfeitas num mundo em que o marketing se
tornará cada vez mais agressivo!
A publicidade alusiva a
determinados produtos possuidores de um elevado número de calorias, bem como de
um sem número de ingredientes jamais devidamente assimiláveis pelo nosso
organismo, não incomodará os mais novos, já que consumir esses mesmos produtos
espelhará sempre nos outros um certo estatuto social. Por isso, não será para
admirar o número crescente de problemas de saúde que no passado se
caracterizavam simplesmente por serem raros e difíceis de serem encontrados na
força da juventude!
Por outras palavras, se a
esperança média de vida humana aumentou bruscamente nos últimos anos, também em
consequência do desenvolvimento da medicina, se calhar, daqui a alguns anos
estaremos a assistir a um nefasto retrocesso, não? E como atuar perante o
progressivo envelhecimento da população?