
“No tempo do tomate
não há más cozinheiras” foi o mote que serviu de base a mais uma Tertúlia Gastronómica na Associação
de Cozinheiros Profissionais de Portugal, no passado dia 27
de setembro, em que eu tive a oportunidade de assistir, para a qual foram
designados os seguintes oradores: Maria
de Lourdes Modesto – Gastrónoma Portuguesa – e Edgardo
Pacheco – Jornalista
e Escritor –, para além de Vírgílio
Nogueiro Gomes – Gastrónomo e
Investigador em História da Alimentação.
Afinal de contas, o tomate
deverá ser classificado como uma fruta
ou como um legume? Para responder a
esta questão, vamos analisar primeiro qual é que é a verdadeira parte da planta
que costumamos ingerir.
Normalmente, as plantas crescem a partir de sementes produzidas no seu próprio interior,
através do seu órgão, o ovário, que
mais tarde dará origem ao fruto,
servindo até para proteger as sementes, em que, por exemplo, no caso da maçã,
a parte comestível é exatamente a parte envolvente ao do ovário que contém as
sementes.